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Em 2013 se completam 10 anos da Primavera Negra, época de repressão política especialmente dura em Cuba, que culminou com a prisão de 75 dissidentes, condenados a 20 anos de prisão (em média), por “agir contra a segurança nacional”. Primavera Negra é também o título da exposição individual de Alejandro Lloret na Almacén Galeria Gávea, no Rio de Janeiro, em cartaz até 20 de julho.

A mostra do artista cubano naturalizado brasileiro faz menção ao movimento de 2003. Devido à pressão internacional, a maior parte dos detidos obteve liberdade, mas eles foram obrigados a se exilar na Europa. Por se identificar com seus conterrâneos, sendo Lloret também um exilado político, o artista decidiu revisitar esse período na história de Cuba por meio de uma nova série de desenhos e pinturas.

Os trabalhos, de grandes dimensões, dialogam também com a tradição neoexpressionista dos anos 1980, tanto no Brasil quanto na Europa. Segundo a historiadora de arte Carla Saudades, “a estrutura simbólica das obras se apoia na semelhança do mito contemporâneo de sociedades totalitárias, onde o controle, a sujeição e condicionamento dos indivíduos cancelam o sentido de liberdade da sua existência”.

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